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domingo, 10 de janeiro de 2010

A Costanera

Dia 13 (7/1)

Santiago del Estero - Corrientes (630 km)

Um taxista camarada nos ajudou a sair de Santiago del Estero. A ruta 34, que leva à província de Chaco, tem trechos muito ruins. Para complicar, a chuva demorou a dar trégua. Mas a viagem foi tranquila. Em uma cidadezinha chamada Taboada, é preciso virar à esquerda para tomar a ruta 89, na qual o asfalto melhora consideravelmente.

Para terminar, antes de Avia Teray, pega-se a ruta 16 (aquela reta "interminável" da viagem de ida). Uma volta em Resistencia foi suficiente para captar a mensagem das esculturas espalhadas pela cidade. Elas podem estar em qualquer rua e não impressionam pela grandeza. Mas enfim, tudo pelo currículo, novamente. Como estava cedo, decidimos ir até Corrientes.

"Eu moraria em Corrientes"
Carol

A cidade é muito agradável, de fato. Banhada pelo Rio Paraná, possui uma avenida Costanera, cheia de cassinos, bares e restaurantes. Tem até quiosques no calçadão. Uma graça. O centro, por outro lado, é tumultuado demais, mas "dá naaaaada".

Vista do Rio Paraná a partir da Costanera
Foto: Marina Mercante

Eis que encontramos o hotel Top 5 da viagem: o La Rozada. A diária é salgada (480 pesos), mas valeu pelo descanso e pelo banho maravilhoso. Na verdade, trata-se de um apart hotel. Tem cozinha e dois banheiros.

Top 5 também no jantar. Atendimento bom, crepe delicioso e a ótima cerveja Patagônia. Mas não nos lembramos do nome do restaurante, uma pena :/

As ruínas de Quilmes


Vista aérea das ruínas de Quilmes

Foto: Marina Mercante

Dia 12 (6/1)

Cafayate - Santiago del Estero (354 km)

Fenômeno raro durante toda a viagem, a chuva resolveu aparecer em Cafayate. E forte. Acompanhada dela, pagamos o hotel e nos despedimos da cidade. O café da manhã, servido em uma padaria na praça central, ficou para outra vez. Era comer ou ficar encharcada. Optamos pelas roupas secas.

A uns 55 km de Cafayate em direção a Tucumán, estão as Ruínas de Quilmes. Elas são conhecidas como a Machu Picchu argentina. Em termos de tamanho, a comparação é exagerada, mas a lógica é bem parecida. Lá também foi território inca e há, em meio a um vale coberto por cactos, vestígios das casas dos índios Quilmes. A cidade, construída na encosta da montanha, possui inteligente sistema hidráulico, marcante característica incaica. Para conhecer o local, paga-se 10 pesos por pessoa. Quando chegamos lá, não chovia mais, mas o sol também não apareceu. Para completar o dia, conhecemos o Museu Pachamama, em Amaicha del Vale. A entrada custou 10 pesos também.



Museu Pachamama

Foto: Carolina Mercante

Sem tempo para conhecer San Miguel de Tucumán, dormimos em Santiago del Estero, um pouco mais à frente. O hotel escolhido foi o Libertador, na Calle Catamarca, por 355 pesos o quarto quádruplo. Caro para a limpeza oferecida. O carpete estava molhado e o ar condicionado é das antigas. Valeu pela internet rápida que eles disponibilizam. Há ainda um restaurante muito bom que, no dia seguinte, nos "reapresentou" ao café da manhã estilo norte-americano. Ou seja, a gente se serviu e comeu à vontade.