Mostrando postagens com marcador salta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O teleférico

Teleférico de Salta
Foto: Marina Mercante


Notícia do dia: Muere Sandro

Dia 10 (4/1)

Dia em Salta

"Eu moraria em Salta"
Marina

Batemos perna na praça. Salta é uma cidade super movimentada e simpática. A praça cumpre bem o papel de congregação dos habitantes. A pé mesmo, conhecemos a igreja San Francisco e o Cerro San Bernardo. A subida foi de teleférico - 20 pesos por pessoa, ida e volta. A vista da cidade lá de cima é linda. Voltamos de táxi, que é bem mais barato que no Brasil. A corrida deu 3 pesos, mas com direito a motorista fumando. Aqui eles não se importam com isso, não. Fumam em qualquer lugar.



Interior do cinema Ópera
Foto: Marina Mercante


A tentativa de assistir a um filme no antigo cinema Ópera acabou no meio da sessão do Los fantasmas de Scrooge, com Jim Carrey. Sem entender nada, eu saí mais cedo e as meninas dormiram na poltrona...

À noite, conhecemos a Calle Barcalce, onde se localizam os principais bares salteños. Quase todos oferecem músicas ao vivo, muitos com danças folclóricas. Dançamos também! Logo depois de descobrirem que éramos brasileiras, claro.

A separação

Notícia do dia: Sandro está muy mal

Dia 9 (3/1)

San Pedro - Salta (630km)

Em San Salvador de Jujuy, conhecemos um mineiro durante o café da manhã que nos sugeriu uma passagem por Cafayate e pelas Ruínas de Quilmes. Para isso, teríamos de ir mais ao sul de Salta. Depois de muito conjecturar, decidimos aplicar mudanças ao roteiro. Foi então que cortamos um dia de estada em San Pedro. "Cortamos" também relações com a equipe Pantanal I. Seus integrantes, mais à toa que a gente, seguiram para Córdoba e Buenos Aires - tudo para tirar uma foto da bandeira do Mixto no La Bombonera.

A passagem pela fronteira foi rápida, bem como a pela aduana argentina. É preciso devolver a autorização do ingresso das pessoas e do veículo no país. Não revistaram o carro - nossos pisco sours ficaram intactos!

Voltamos a Purmamarca pela Cuesta del Lipán e a admiração foi ainda maior. Os olhos não se cansam de ver aquelas imagens. Há cactos gigantes e montanhas de cores diversas. É como estar dentro de uma maquete gigante. A estrada é em caracol, mas o retorno foi bem mais simples que a ida, já que estávamos em descida. Conseguimos manter uma média de 60km/h. Na ida, em alguns trechos, o carro não passou de 20km/h.



Bastante espaço para os carros passarem
Foto: Marina Mercante

"Esta estrada parece a pista do Mãe Bonifácia (parque cuiabano)"
Laila

Em Purmamarca, pausa para compras. Percebemos que o artesanato de lá, em geral, é similar ao de San Pedro. E muito mais barato. Então, fizemos o trecho entre Jujuy e Salta pela Ruta 9, na placa que dizia "por la corniza". Só depois descobrimos o que era. Uma estrada de mão dupla com espaço para apenas um carro e, pasmem, com faixa contínua! Ela contorna a montanha, na beira de um abismo (a tal corniza). É lindo. Há pessoas fazendo piquinique na beira da rodovia, além de vacas e cavalos desfilando pelo local. Cenário de filme, mas que dá medo, dá. Percorremos 186 km em 3h e meia.

Em Salta, dormimos no Plaza Hotel Salta, bem em frente à Plaza 9 de Julio. 300 pesos por um quarto quádruplo. É antigo, mas é limpo e o quarto é espaçoso. Não tem estacionamento, mas é possível deixar o carro em uma garagem na quadra ao lado, por 30 pesos a diária. Só um detalhe: eles dizem que tem internet, mas é blefe. Nunca funciona. Os computadores do norte argentino (pelo menos aqueles que conhecemos) ainda estão na geração 386.